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KOMBI: 50 ANOS DE PRODUÇÃO NO BRASIL 
VEÍCULO - JAIRO COSTA - 20/3/2008 18:56:50          Votar a matéria
Em 1957 deixava a linha de montagem da Volkswagen do Brasil, fábrica que ficava em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, antes mesmo da inauguração oficial da fábrica, que estava parcialmente em obras. Não sabiam eles que seria o veículo produzido por mais tempo no Brasil.
O nome Kombi vem do alemão 'kombinationfahrzeug', que quer dizer 'veículo combinado' [ou multiuso]. Desenvolvido pelo holandês Ben Pon na década de 40, o projeto pretendia unir o confiável conjunto mecânico do Fusca com os atributos de um veículo de carga leve. A produção do modelo começou na Alemanha em 1950.
Com um índice de nacionalização de 50% na época, a Kombi tinha motor de 1.200 cm³ de cilindrada. Menos de quatro anos mais tarde, chegou ao mercado o modelo seis portas nas versões Luxo e Standard, com câmbio sincronizado e índice de nacionalização ampliado para 95%. A versão picape veio em 1967, já com motor de 1.500 cm³ e sistema elétrico de 12 volts.



Em 1975, com uma nova reestilização, a Kombi passa a ser equipada com o motor 1.6 e, três anos mais tarde, ganha dupla carburação. O motor diesel 1.6 a água surgiu em 1981, mesmo ano do lançamento das versões furgão e picape com cabine dupla. No ano seguinte surge o modelo a álcool e em 1983 a Kombi apresenta um novo painel e volante, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel.
As versões diesel e cabine dupla deixaram de ser produzidas em 1985, mas o veículo continuou incorporando itens de conforto, como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça, temporizador para o limpador de pára-brisa, entre outros. Em 1992 a Kombi ganhou conversores catalíticos de três vias, sistema servo-freio, incluindo discos na frente e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras.
Uma versão mais moderna chegou em 1997 com o nome de Kombi Carat, apresentando novas soluções, como teto mais alto, porta lateral corrediça e sem a parede divisória atrás do banco dianteiro. No fim de 2005, a Kombi passou a ser equipada com motor 1.4 8V Total Flex arrefecido a água, da família EA-111 que já equipava os modelos Fox e Polo, que desenvolve de 78 cv [cavalos] a 80 cv, se equipado com gasolina e álcool, respectivamente.



A Kombi sempre manteve a liderança do seu segmento e suas vendas já alcançaram as 1.290.502 unidades [de 1957 a julho de 2007]. Atualmente, responde por 7,2% do segmento de veículos comerciais leves, com 13 259 unidades comercializadas nos primeiros sete meses deste ano. Entretanto, se engana quem acredita que o comprador de Kombi é tipicamente o profissional autônomo. De janeiro a julho deste ano, suas vendas dividiram-se entre 61% de frotistas [empresas de médio e grande porte], 33% de varejo [pequenos empresários e compradores particulares], além de 6% a órgãos governamentais.



Dizem que a verba de marketing destinada a Kombi no Brasil é de 0%, pois ela não tem concorrentes direto, pois os veículos do mesmo segmento e capacidade vendidos no Brasil são todas importadas, custando, no mínimo, o dobro do valor da Kombi. Outra curiosidade com relação a Kombi é que é o único veículo produzido em série no Brasil pelas grande montadoras que é totalmente feito a mão, isso mesmo, não existe sequer um robô na linha de montagem da Kombi e também a pioneira nas exportações da Volkswagen do Brasil e chegou a 92.915 unidades vendidas em 100 países.
Em 50 anos foram produzidas 1.290.502 unidades e sempre mantendo a liderança em seu segmento. No mercado interno foram vendidas de 1957 até julho de 2007 1.290.502 unidades. 'Travestida de pastelaria, correio, transporte escolar, lotação, entre outros, a Kombi sempre preservou os atributos de primeiro monovolume do Brasil e, certamente o melhor custo-benefício da categoria', diz a montadora.


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